Blog Espírita


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Escrito por amigo do blog às 13h13
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Globo News Especial, 100 anos de Chico Xavier, Globo News, abril de 2010.

 



Escrito por amigo do blog às 09h09
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Arquivo N, "Há 100 anos nascia Chico Xavier", Globo News, abril de 2010.

 

Arquivo N, "Chico Xavier, entre o enigma e a fé", Globo News, abril de 2010.

 

 



Escrito por amigo do blog às 09h05
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O dia em que Chico Xavier desencarnou (30 de junho de 2002), Fantástico, Tv Globo.

 



Escrito por amigo do blog às 08h55
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Globo Repórter, "100 anos de Chico Xavier", Tv Globo, abril de 2010.

 



Escrito por amigo do blog às 08h52
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SBT Repórter, SBT, julho de 2007.

 



Escrito por amigo do blog às 08h48
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Linha Direta, "Cartas Psicogradas", Tv Globo, 2007.

 



Escrito por amigo do blog às 08h45
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"Chico Xavier, o médium", especial da Tv Globo Minas (2002).

 



Escrito por amigo do blog às 08h41
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Câmera Manchete, Tv Manchete, julho de 1996.

 



Escrito por amigo do blog às 08h35
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Globo Repórter, Tv Globo, de 1995.

 



Escrito por amigo do blog às 09h05
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Gugu vai à Uberaba em 1995 e entrevista Chico Xavier, que entre outros assuntos, fala a respeito de Glória Perez, mãe da Daniela Perez, morta em 1992.



Escrito por amigo do blog às 08h59
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Hebe Camargo entrevista Chico Xavier na Tv Bandeirantes, década de 80.

 



Escrito por amigo do blog às 08h50
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Chico Xavier, matéria da Tv Tupi de São Paulo, em 1977

 



Escrito por amigo do blog às 08h45
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Vídeo de lançamento do Instituto Chico Xavier



Escrito por amigo do blog às 08h37
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Mensagens Belíssimas

"Se o suor te alaga a fronte e se a lágrima te visita o coração,

é que a tua carga já se faz menos densa, convertendo-se, gradativamente, em luz para a tua ascensão"

(Emmanuel)

"Aceitar como somos é respeitar nosso grau evolutivo. Essa afirmação nos tira da neurose das comparações"

(Hammed)

"Aprenda a não julgar pelas aparências. Nossos sentidos são primários e não temos direito de julgar"

(Cenyra Pinto)

"Alguém precisa de você neste momento. Faça uma prece e envie pensamentos de paz, quando se lembrar de que alguém está sofrendo"

(Cenyra Pinto)

 



Escrito por amigo do blog às 18h43
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Belíssima canção gravada por Fábio Jr. em 2003.

 



Escrito por amigo do blog às 14h43
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Teaser de Nosso Lar, filme brasileiro baseado no livro do Espírito de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. O lançamento do filme está previsto para setembro/2010 e traz, Renato Prieto, Othon Bastos e grande elenco sob a direção de Wagner de Assis.



Escrito por amigo do blog às 07h59
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Teaser de Chico Xavier - O Filme

 



Escrito por amigo do blog às 17h30
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QUASE 600 MIL ASSISTEM À ESTRÉIA DE "CHICO XAVIER" E FILME BATE RECORDE

 

FERNANDA EZABELLA

da Folha de S. Paulo

da Folha Online

 

Chico Xavier – O Filme, que estreou no dia 2 de abril de 2010, foi visto por cerca de 590 mil pessoas, segundo a distribuidora Dowtown. A cinebiografia do médium se torna, assim, a maior bilheteria da história do cinema nacional desde 1995, nos três primeiros dias de exibição. O número de espectadores de um filme na estréia costuma ser determinante para o resultado global e serve de termômetro para a indústria. O lançamento do filme coincidiu com o centenário de nascimento de Chico Xavier.

Dirigido por Daniel Filho, Chico Xavier – O Filme bateu Se Eu Fosse Você 2 (2009), visto por cerca de 570 mil espectadores em seus três primeiros dias em cartaz. Lula, o Filho do Brasil (2010) fez 220 mil no fim de semana de estreia, e o norte-americano Avatar (2009) registrou mais de 800 mil. O filme está em cartaz em 377 salas do país.

Na noite de sexta (2), a reportagem da Folha passou por quatro cinemas da capital paulista e todos estavam com as sessões esgotadas.

 

QUASE 1,4 MILHÃO DE PESSOAS ASSISTEM A “CHICO XAVIER – O FILME”, EM 10 DIAS

 

Segundo Lauro Jardim (coluna Radar on line, de 12/04/2010), em seu segundo fim de semana de exibição, Chico XavierO Filme manteve a liderança e alcançou a marca de 1.376.000 espectadores.

 

CHICO XAVIER – O FILME (FICHA TÉCNICA)

 

Chico Xavier – O Filme é uma adaptação para o cinema que descreve a trajetória do médium Chico Xavier, que desenvolveu importante atividade mediúnica e filantrópica. Vida conturbada, com lutas e amor. Psicografou mais de 400 livros, que ultrapassaram a casa de 25 milhões de exemplares vendidos, sem nunca ter ficado com um centavo (seus direitos autorais foram revertidos para instituições assistenciais, como Grupo Espírita da Prece, Hospital do Fogo Selvagem/Instituto da Caridade, e outras). Suas obras consolaram os vivos, pregaram a paz e estimularam caridade. Fênomeno? Fraude? Os Espíritos existem? Para os admiradores mais fervorosos, foi um santo. Para os descrentes, no mínimo, um personagem intrigante. Baseou-se no livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior, publicado no ano de 2003 e considerado como uma das melhores biografias de Francisco Cândido Xavier.

 

Produção: Lereby

Co-Produção: Globo Filmes e Estação da Luz

Distribuição: Columbia/Sony Pictures, Downtown Filmes

 

Elenco: Nelson Xavier (Chico Xavier 1969/1975), Ângelo Antônio (Chico Xavier 1931/1959), Matheus Costa (Chico Xavier 1918/1922), Tony Ramos, Christiane Torloni, Giulia Gam, Letícia Sabatella, Luis Melo, Pedro Paulo Rangel, Giovanna Antonelli, André Dias, Paulo Goulart, Cássia Kiss, Cássio Gabus Mendes, Rosi Campos, Carla Daniel, Ailton Graça, Charles Fricks, Jean Pierre Noher, Larissa Vereza, Anselmo Vasconcellos, Ana Rosa, Cininha de Paula.

 

Produção e Direção: Daniel Filho

Música: Egberto Gismonti

Roteiro: Marcos Bernstein, AC – baseado na obra As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.

 

 



Escrito por amigo do blog às 17h28
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Primeiro longa-metragem cearense passado no Século XIX, o filme foi protagonizado pelo consagrado ator Carlos Vereza, contou com uma verba de produção modesta e quase nenhuma divulgação. Mesmo assim, Bezerra de Menezes - O Filme foi assistido por mais de 500 mil espectadores.

 



Escrito por amigo do blog às 16h24
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Trecho de Allan Kardec - O Filme, com atuação de Ednei Giovenazzi.

 



Escrito por amigo do blog às 16h11
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Por que Allan Kardec (ou o prof. Rivail) usava um pseudônimo?

O nome de registro de Allan Kardec era Hippolyte Léon Denizard Rivail. Ele nasceu em Lyon, França, no dia 03 de outubro de 1804 e desencarnou em Paris, França, no dia 31 de março de 1869, vitimado por um infarto provocado pelo excesso de trabalho. Hippolyte estudou em Yverdon, Suíça, e foi discípulo de Johann Heinrich Pestallozzi (1746-1827), um dos pedagogos mais importantes da história. Assim como Pestallozzi, Hippolyte também foi um renomado pedagogo, tendo sido professor, reitor da Unidade de França e autor de vários livros (aritmética, gramática francesa e outros assuntos ligados à educação). Para distinguir a obra literária, dele de fato, da obra espírita, que não era propriamente dele, o prof. Rivail preferiu adotar o pseudônimo de Allan Kardec. E por que Allan Kardec? O Espírito de Hippolyte Léon Denizard Rivail encarnou na antiga Gália, como um sacerdote-educador druída, chamado à época de Allan Kardec. Bem, Hippolyte se identificou com o nome de sua existência pregressa e resolveu adotá-lo, como pseudônimo, para assinar os trabalhos da codificação espírita.

Allan Kardec era um médium poderoso?

Muita gente acredita que sim, mas a resposta é não. Na real, Kardec não era médium, nem espírita; ele sequer acreditava em espíritos. O prof. Rivail nasceu numa família católica, estudou em um país de tradição protestante. Tornou-se espírita depois dos 40 anos de idade, mas nunca foi médium.

Se Allan Kardec não era médium, quer dizer que ele nunca viu espíritos.

Sim, Kardec não via espíritos, nem ouvia vozes. Mas testemunhou diversos fatos espirituais; testemunhou, investigou, analisou, e concluiu que, se aqueles fatos aconteciam e se não eram produto de fraude, só podiam ter uma causa inteligente. Kardec, portanto, não se deixou convencer pela fé ou emoção, mas pela observação, pela reflexão, pela análise, enfim, pela razão.

Se Kardec, no princípio, não acreditava em espíritos, por que se interessou pelos fenômenos espirituais?

Por força de sua própria missão. Kardec veio ao mundo com a missão de organizar uma doutrina, um conjunto de ensinamentos que seriam transmitidos por Espíritos Superiores. Os Espíritos sempre existiram, os fenômenos espirituais também, é claro. Crenças espiritualistas não eram nenhuma novidade. Mas a humanidade precisava receber ensinamentos mais precisos e coerentes, isentos de mistificação e que pudessem ser confrontados com a razão, com a ciência e com a lógica. Essa conquista se daria com o advento da Dotrina Espírita. O estímulo para ligar a missão espírita à ação de Allan Kardec estava dentro dele próprio, ou seja, o seu espírito científico. Kardec queria investigar o "mistério das mesas girantes", bastante discutido naquela época. Um amigo que ele gostava muito (sr. Fortier), o convidou para participar de uma reunião. Ele foi e não gostou. As pessoas faziam perguntas fúteis e grosseiras, ao que os Espíritos respondiam com futilidades e grosserias. Isso irritou Kardec, mas nem tudo estava perdido. Ele entendeu que, se havia Espíritos que respondiam futilidades e grosserias, porque as pessoas tinham intenções fúteis e grosseiras, também deveria existir Espíritos que poderiam responder coisas sérias e objetivas, se as perguntas lhes propiciassem esse ensejo.

Allan Kardec investigou e estudou vários fatos espirituais. Os casos mais famosos são: o caso (de "assombramento") das irmãs Kate Fox (1837-1892), Leah Fox (1814-1890) e Margaret Fox (1833-1893), que moravam na cidade de Hydesville, EUA; e os casos (de levitação) do médium escocês Daniel Douglas Home (1833-1886), tendo sido um dos maiores médiuns de efeitos físicos do mundo.

Para conhecer mais a respeito desses casos, recomenda-se ler a Revista Espírita. Apesar do nome, Revista Espírita é uma coleção de 12 livros, que reune em cada volume, ano a ano, as edições da revista mensal editada por Allan Kardec, de 1858 a 1869.

No dia 25 de março de 1855, Allan Kardec recebeu pela mediunidade de Caroline Baudin, então com 16 anos, a primeira mensagem do Espírito de Verdade. Naquela ocasião, o Espírito de Verdade orientou Kardec a organizar a doutrina, pois somente os fenômenos mediúnicos não poderiam atingir objetivo algum. Os fenômenos impressionam, mistificam, atiçam a curiosidade, provocam polêmicas e controvérsias, mas não suficientes para esclarecer, orientar, confortar os corações angustiados e as almas carentes de vida. Somente a fé em Deus, pautada no conhecimento lógico e racional, pode trazer esse benefício. Atendendo à convocação do Espírito de Verdade, Allan Kardec iniciou os trabalhos de compilação da Doutrina Espírita, que culminaria dois anos depois, com a publicação de O Livro dos Espíritos.

É importante registrar que Allan Kardec contou com a cooperação de um grupo (reduzido, porém confiável) de médiuns. Kardec afirmou que trabalhou com um grupo de mais de 10 médiuns (ou seja, entre 11 e 20 médiuns, não mais que isso). Apesar disso, quatro jovens médiuns foram fundamentais. As irmãs Caroline e Julie Baudin foram responsáveis pela maioria das questões de O Livro dos Espíritos; nas questões mais polêmicas e controversas, aquelas que exigiam o chamado "controle universal dos espíritos", Kardec recebeu a colaboração de Aline Carlotti. Depois de tudo pronto, faltava revisar todo o trabalho. Ruth Japhet foi a médium que auxiliou Allan Kardec nos trabalhos de revisão de O Livro dos Espíritos. Em 1857, Caroline Baudin tinha 18 anos, sua irmã Julie, 16 anos; Aline Carlotti e Ruth Japhet tinham 20 anos. Atualmente, muitos espíritas acreditam que o famoso médium mineiro Chico Xavier (1910-2002) teria sido a reencarnação de Ruth Japhet.



Escrito por amigo do blog às 14h27
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O Espiritismo

O Espiritismo começou na França, com  a publicação de O Livro dos Espíritos, no dia 18 de abril de 1857. Muitos espíritas falam em "livros doutrinários", mas isso não existe. Doutrina, por definição, é o conjunto das idéias e dos princípios. Portanto, O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita, isto é, as idéias e os princípios do Espiritismo. Todas as obras posteriores constituem a literatura espírita, que deve estar de acordo com a doutrina. O Livro dos Espíritos apresentam 1.818 questões, isto é, perguntas que Allan Kardec fez aos Espíritos Superiores que trabalharam, sob a presidência do Espírito de Verdade, na revelação espírita.

Os princípios do Espiritismo são:

1-    Deus é a inteligência suprema e a causa primária de todas as coisas (questão 1 de O Livro dos Espíritos). Deus é onipotente (tudo pode), onipresente (está em toda parte) e onisciente (tudo sabe). A vida é o bem supremo de Deus, a maior expressão de seu infinito poder. Por essa razão, nada mais justo e coerente pensar a vida como "essência de Deus" e o espírito, obra do Criador, como expressão de vida imortal.

2-    A imortalidade da alma. Somos Espíritos, seres inteligentes da criação, seres vivos e imortais. Segundo a ciência, o corpo humano é formado por 2 terços de sais e minerais e 1 terço de água (que por sua vez, resulta da combinação de 2 gases, o hidrogênio e o oxigênio). Os elementos que formam o corpo humano também são encontrados na natureza, no ar, no solo etc. Se fôssemos exclusivamente matéria (ou exclusivamente um corpo), não seríamos mais do que o chão em que pisamos. No entanto, se temos a faculdade de pensar, de produzir conhecimento, de comunicarmo-nos, de interagir, de sentir, de construir e transformar, é porque somos algo mais. Somos Espíritos. Somos a obra do Criador, a expressão mais fluente do poder divino. Somos imortais.

3-    Reencarnação. O espírito é criado simples e ignorante, mas evolui, até à perfeição. Ninguém conseguiria aprender, nem apreender tudo o que precisa para atingir a perfeição, em uma única experiência, etapa ou vida. A vida é uma só: a vida do Espírito. Mas a vida do Espírito apresenta várias etapas, no mundo espiritual e no mundo material. Ainda falaremos mais a esse respeito. Por hora, vale registrar que, se por enquanto, ninguém provou que a vida continua após a morte do corpo físico, ninguém também conseguiu provar o contrário. Quem crê em Deus, crê na vida.

4-    Comunicação com os desencarnados. Os Espíritos desencarnados são vivos, vivem em outro plano. Assim como nós, Espíritos encarnados, eles pensam, sentem e interagem. Eles querem ou precisam se comunicar, e por isso, a sabedoria divina permitiu a comunicação dos Espíritos desencarnados com o mundo dos encarnados. Essa comunicação acontece com o concurso de médiuns, pessoas que possuem a faculdade da mediunidade. A mediunidade é uma faculdade natural, não revelando nenhum tipo de dom ou poder especial. Por essa razão, qualquer pessoa, independente de sua condição socioeconômica, escolaridade ou qualidades morais, pode ser médium. O uso que a pessoa faz dessa faculdade é que será útil ou inútil (ou ainda, perigoso). Existem diversas formas de mediunidade (ou fenômenos espirituais). Em O Livro dos Médiuns, Allan Kardec apresenta um estudo minucioso a respeito desse tema.

5-    Transformação moral. É isso mesmo. O sentido da vida é a transformação do Espírito: transformação dos pensamentos, das idéias, dos sentimentos, das emoções, do vocabulário, das atitudes, do modo de ser e de viver. Vida é evolução e evolução significa movimento. É por isso que nascemos e morremos, várias vezes: para realizar a nossa transformação, a fim de que possamos viver em harmonia com os propósitos do Criador. Com nos lembra Allan Kardec, o verdadeiro espírita é aquele que se esforça para corrigir e superar suas más tendências e inclinações, isto é, o verdadeiro espírita é aquele se esforça para mudar um pouco que seja, cada dia.

6- Perfeição moral. O objetivo do Espírito imortal é atingir a perfeição. Não a perfeição fútil, cheia de neuroses de comportamento. Mas a perfeição dos pensamentos e dos sentimentos, a conquista absoluta da paz e do amor, em sua forma mais sublime. Os críticos do Espiritismo acusam a doutrina de propagar “orgulho espiritual”. Por isso que devemos compreender os propósitos da perfeição defendida pela doutrina espírita. Como Jesus disse, "sede perfeitos, como Perfeito é o vosso Pai que está nos céus (ou: "sede perfeitos, porque Deus, o Criador, é Perfeito). Isso significa que, se o Criador é Perfeito, a obra, ou os Espíritos, deve ser perfeita também. Não significa, é claro, que devemos ser iguais a Deus, por isto é impossível. Mas que devemos nos esforçar para vencer nossos defeitos morais, nosso orgulho, corrigir e sentir a vida dentro dos princípios do bem, do amor, da solidariedade, do respeito e da dignidade.

Espírita x espiritualista

Muitas pessoas costumam dizer que não são espíritas, mas espiritualistas. Na realidade, a maioria usa esse "rótulo" apenas para fugir da responsabilidade de estudar a doutrina, participar das ações, envolver-se com mais entusiasmo ao movimento etc., ou simplesmente, porque seus pensamentos e discursos não correspondem à idéias e princípios contidos em O Livro dos Espíritos. A primeira preocupação de Allan Kardec foi deixar claro, logo no início de O Livro dos Espíritos, logo na introdução, a diferença entre espírita e espiritualista. Quem acredita em espíritos, vida após a morte, reencarnação, enfim, assuntos ligados ao Espiritismo, mas que não estuda, não conhece ou não compreende as idéias e os princípios da Doutrina Espírita, é apenas espiritualista. Quem estuda, conhece e procura compreender as idéias e os princípios do Espiritismo é espírita, por assim dizer. Ser apenas médium, ver espíritos, ouvir vozes, não é suficiente para dizer que alguém é espírita, pois há muitos médiuns que não espíritas e muitos espíritas esclarecidos, conscientes e atuantes, que não são médiuns. Ser espírita não é ser melhor do que os outros, nem ser dotado de qualidades superiores etc., mas significa se esforçar para conhecer e compreender a doutrina. Assim, um espírita é acima de tudo, um estudioso da doutrina. Estudar, ler, ouvir, assistir à palestras, dialogar com respeito e compreensão fraterna, são obrigações de todo espírita e de todas as pessoas que pretendem abraçar o Espiritismo, não como uma religião, uma crença, mas como filosofia de vida e fonte de conhecimento. Todavia, há que se reconhecer que ninguém é dono da verdade e que todas as pessoas, tenham a crença que tiverem, ou não tenham crença nenhuma, são merecedoras de todo respeito.

Espiritismo de mesa branca, kardecismo

Espiritismo de mesa branca, kardecismo, kardecista, e outros, são vícios de linguagem, nascidos em uma época de pouco conhecimento doutrinário ou de confusão de idéias. Os mais antigos, principalmente, preocupavam-se em criar nomes próprios para o Espiritismo, com receio de que os outros confundissem a doutrina com outras crenças, como Umbanda, Candomblé, Macumba. Bem, vejamos.

Longe de manifestar qualquer tipo de preconceito ou de incentivar a discórdia entre irmãos, mas somente para efeito de esclarecimento, a Umbanda, o Candomblé e Macumba são rituais afro-brasileiros, começaram no Brasil no século XVI, com a vinda dos africanos. Os negros tinham suas próprias crenças e, portanto, desejavam cultuar seus rituais. Mas eles só podiam fazer isso, no terreiro das fazendas, se cultuassem também, um dos santos católicos, quase sempre, o santo de devoção do dono da fazenda. Da mistura de conceitos religiosos (sincretismo), entre catolicismo e rituais afros, nasceram a Umbanda, o Candomblé e a Macumba. O Espiritismo começou na França, no século XIX, não possui rituais, nem cultua santos.

Espiritismo de mesa branca não existe, nem mesa preta, vermelha ou multicolorida. Espiritismo não tem mesa. Kardecista é quem segue Kardec. Mas a Doutrina é dos Espíritos, não de Kardec. Logo, Allan Kardec era espírita (porque abraçou o Espiritismo) e, portanto, somos espíritas, não kardecistas.

 

 



Escrito por amigo do blog às 11h19
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